como uma cantora de 17 anos vem REVOLUCIONANDO a imagem das artistas pop.

A jovem Billie Eilish, com apenas 2 anos de carreira, vem se tornando conhecida até por quem não é fã de música pop, não só pela qualidade de suas canções e sua voz perfeitamente afinada, mas pelo seu posicionamento perante a mídia.

Musicalmente, a cantora produz um pop diferenciado com seus baixos agudos que dão um clima mais sombrio e melancólico, mesmo quando são dançantes. Isso é bem presente no seu novo álbum, “WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WERE DO WE GO?”.

As letras do novo disco impressionam pela pela sua ousadia, mostrando uma mulher real, com falhas, dores, e características próprias, sem nenhum uso de sensualidade como é muito comum no mundo pop. A postura de Billie em músicas como “bad guy” prova isso, mostrando que a garota não pretende se portar como uma ídola teen comum (e por isso vem conquistando muito além deste público): “I’m the bad guy, make your mama sad type, make your girlfriend mad type, might seduce your dad type”.

Na verdade, eu poderia citar diversos versos de suas músicas que são um soco no estômago:

“All the good girls go to hell ‘cause even God herself has enemies”.

You should see me in a crown, I’m gonna run this nothing town”.

É raro vermos uma cantora pop com esse tipo de posicionamento, especialmente com tão pouca idade, pois é um gênero extremamente sexista e sexualizado. Desde o início da história da musica (e da história do mundo em geral) as mulheres eram vistas como coadjuvantes, quando não como puro objeto de desejo. Em 1960 as mulheres “podiam” cantar no mercado pop, mas não tocar instrumento. Em 1973, Suzi Quarto, foi a primeira mulher a se tornar uma cantora, compositora, instrumentista e líder de banda, já dentro do rock. A luta é recente.

Billie ainda impressiona em fazer músicas tristes se tornarem mainstream, o que é comum em muitos gêneros, como no rock, mas não no pop. O primeiro single do disco foi “when the party’s over”, que é uma canção extremamente triste,com confissões pessoais, como “I could lie say I like like that”.

A artista parece misturar diversas referências,do hip hop ao funk, do folk ao trap, do indie ao R&B. Indico demais, além das músicas autoriais, os covers que a cantora grava, como Bad do Michael Jackson e Sex do The 1975, ambos pela beleza do vocal.

Ouça as músicas mencionadas aqui com fone de ouvido, para apreciar o groove do baixo, muito característico do novo álbum, com qualidade!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s