assisti ao documentário e entrei em um mundo desconhecido sobre a música pop, cheio de causas sociais e cultura.

Nunca fui fã de Beyoncé, essa é a verdade. Apesar de reconhecer a importância da cantora no meio da música, pop não é meu estilo favorito, então não costumo ficar por dentro dos lançamentos desse mundo. Mas após indicação do Julio Victor, do canal Tá Na Capa, resolvi assistir à Homecoming, na Netflix, e tudo mudou.

Foto: Reprodução New York Times.

O filme mostra o “Beychella”, apresentação da cantora no Coachella de 2018, que teve uma magnitude tão grande (nunca antes feita em um festival) que ganhou seu próprio nome da boca dos fãs. A performance aconteceu 2 vezes durante o evento, separadas por uma semana, e se mostrou impecável ao assistirmos cenas de ambos os shows misturadas, em que a única coisa que se diferencia é a cor da roupa de Beyoncé e de seu enorme grupo de dançarinos, cantores e músicos.

Esse grupo, selecionado pela própria cantora, não é um grupo qualquer. Beyoncé fez questão de dar oportunidades para mulheres e negros, para pessoas que assim como ela, já se sentiram excluídas em algum momento. O orgulho e o talento de cada membro presente no palco é notável. Bey sempre escreveu músicas sobre o empoderamento negro e feminino, mas sua atitude reproduz isso de uma maneira palpável, e é lindo de ver.

Em uma (se não várias) de suas músicas, a cantora comenta sobre todo o esforço que à levou ao que é hoje: “Since 15 in my stilettos, been struttin’ in this game”. E isso fica visível. Beyoncé adiou essa performance por 1 ano por conta de uma gravidez não planejada, e à volta aos palcos, com 3 filhos e um corpo completamente frágil, não foi fácil, mas ela fez. Por isso, inclusive, que os shows levaram o nome de “Homecoming”.

O espetáculo beira a perfeição. Cada detalhe foi pensado, desde a arquitetura do palco até a sincronia dos passos com os graves da música, e Beyoncé esteve presente em todas essas decisões. Sincronizar um grande número de pessoas não é uma tarefa fácil, levou 8 meses de ensaio, mas é de deixar qualquer um de boca aberta. Às vezes, quando assistimos à um show, não temos ideia de todo o esforço que é feito para aquele momento de 2 horas vir a acontecer. Pare, e pense um pouco sobre isso, vai mudar sua perspectiva sobre a importância cultural e artística desse evento.

O documentário conta ainda com a gravação de voz de Maya Angelou, tornando tudo muito mais emocionante, e devo dizer, que foi mais uma escolha impecável de Beyoncé:

O que eu realmente quero fazer é ser um representante da minha raça, a raça humana. Tenho a chance de mostrar como podemos ser gentis e generosos. Tenho a chance de ensinar, amar e rir . Sei que, quando terminar de fazer o que me enviou até aqui, serei chamada para casa, e eu irei para casa sem qualquer medo ou receio, imaginando o que vai acontecer […] Conte a verdade, para si mesmo primeiro, e depois para as crianças”.

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